10 de abril de 2012
9 de abril de 2012
Leituras - parte 6
Canto #01 caiu em minhas mãos há pouco. Zine em formato grande (dez A3 dobradas ao meio, 20 páginas de quadrinhos), e uma sugestão do autor, compre o zine em formato grande, para melhor enxergar os quadrinhos... é vero, e vale a pena.
Misturando páginas de puro non sense com quadrinhos que versam sobre inúmeros temas, como especulação imobiliária, é um zine de fácil leitura desatenta, e ótima leitura viciante para quem está acostumado aos quadrinhos de João da Silva.
A primeira leva de quadrinhos, uma sequencia de desenhos que poderiam ser fotos retiradas de jornais, já sentimos um impacto destrutivo da compreensão crítica do autor que destila ao seu modo, a contradição inerente ao mundo pequeno-burguês e totalitário que vivemos.
Uma página "pirata" faz excelente escolha de um quadrinho de Freak Brothers de Gilbert Shelton, que dá um tapa na cara de conservadorismos tacanhos.
A cereja do bolo ao meu ver são as hqs: "Marlene e a Pedra" e "Dona Sabina contra o baixo astral", lindas sínteses...
Por fim, reescrevo um texto que pra mim é bom demais, lembra até Stewart Home, em algum de seus textos neoístas:
"O artista tem crises com sua obra.
O artista tem tempo pra ter crises com sua obra.
O artista tem tempo ocioso pra ter crises pra ficar ocioso pra pensar pra repensar pra entrar e sair de crises e com cada crise uma nova obra.
O artista só faz arte.
Alguém planta pra ele comer,
costura pra ele vestir, dirige pra ele se locomover, acenta tijolos pra ele morar enquanto ele só faz arte.
Quanto ele só faz arte.
O artista é um parasita.
Está sempre atrelado a classe dos gerentes. Aos gerentes de hoje - se o artista for da ordem - ou aos gerentes ou pretensos gerentes de amanhã - se o artista for contra a ordem.
O artista não vale a merda que caga"
Bom demais...
...que mais Cantos venham, se são cantos de músicas ou cantos de uma parede é o que eu ainda não consegui desvendar...
5 de abril de 2012
4 de abril de 2012
Em uma página...
3 de abril de 2012
O triunfante Retorno...

Fato é que voltei a esse abandonado e embolorado blog. Incrível pensar como o poder do google nesses quase 9 meses de ausência se fez notar, afinal de contas, pelo gráfico abaixo observável, de nada caiu seu acesso...
É que alegria, movimentando informação pelo mundo!!!
É isso ai, o mundo deve mesmo acabar esse ano, e por isso não espere coisas boas por vir, principalmente nesse blog.
30 de agosto de 2011
Projeto
Moçada, por hora, vou deixar de publicar nesse blog, a não ser coisas a toa... me dedicarei a um projeto longo que não sei até onde vai dar... "Caverna do Dragão: 15 anos Depois"...Continuarei publicando no http://miseriahq.blogspot.com/
Abraços
24 de agosto de 2011
15 de agosto de 2011
9 de agosto de 2011
Mais cartazes (de novo... isso é falta de criatividade...)
Proposta inicial de desenho para o cartaz do terceiro Mostra Luta, que aconteceu o ano passado. O Denis, bróder que finalizou o trampo, deixou o fundo todo preto, e o cartaz melhorou pacas... o desafio é criar um novo desenho para o Mostra desse ano...
4 de agosto de 2011
Zine
3 de agosto de 2011
Camiseta
1 de agosto de 2011
29 de julho de 2011
27 de julho de 2011
20 de julho de 2011
Leituras - parte 5

Eu sempre ouvi falar sobre o Joe Sacco e o lance que ele "inventou", jornalismo em quadrinhos... Antes de ler os livros mais cultuados, li O Derrotista, coletânea de quadrinhos de Sacco feitos antes dele fazer sucesso... gostei muito, mas não tanto para idolatrá-lo. Aí eu peguei Uma História de Sarajevo para ler, e devorei, com cuidado, atentando para cada detalhe, estudando cada composição de página, me deliciando...O mais importante para se entender sobre esse gibi, é que ele não é uma história geral sobre os conflitos separatistas após o desmembramento da ex-Iugoslávia, mas sim o ponto de vista de uma pessoa envolvida de corpo e alma no conflito, com opiniões próprias, falhas de caráter, e que no fundo no fundo, é um zé-ninguém jogado em meio a um conflito. Este cara é o Neven, um soldado, bonachão, esperto, e pronto para tirar proveito das situações.

Sacco acompanha Neven e registra suas palavras, acredita em suas versões, e tenta a todo tempo entender a complexibilidade dessa figura anti-heróica, enquanto desembolsa grana para pagar os caprichos de Neven, que por sinal, geram situações engraçadíssimas ao longo da HQ. Uma das cenas mais chocantes da história, é quando Sacco adentra a casa onde Neven mora com sua avó, a cena vista de cima, revela uma sala completamente bagunçada e suja, uma senhora deitada em um sofá podre, Joe tentando desviar dos objetos caídos no chão, enquanto Neven diz: "Não se preocupe, ela é cega".

Com o desenrolar da história, Sacco busca outras fontes sobre o conflito, e as informações começam a contrastar com o relato de Neiva... essa contradição jornalistica irrompe como característica fundamental ao trabalho de Sacco, pois o seu jornalismo não é algo inerte, compilação de dados e análises fúteis... é antes de tudo um bom papo com seres humanos, que faz surpreender ao leitor, suas inconclusões.
19 de julho de 2011
7 de julho de 2011
1 de julho de 2011
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