25 de agosto de 2010

24 de agosto de 2010

20 de agosto de 2010

Manifesto da Internacional Situacionista (1960)


Uma nova força humana, que o status existente não poderá reprimir, cresce a cada dia com o irresistível desenvolvimento técnico e com a insatisfação de sua utilização possível em nossa vida social privada de sentido.

A alienação e a opressão na sociedade não podem ser mantidas em nenhuma de suas variantes, mas sim, apenas rejeitadas em bloco com essa mesma sociedade.

Todo progresso verdadeiro fica evidentemente suspenso até que a multiforme crise atual encontre uma solução revolucionária.

Quais seriam as perspectivas de organização da vida numa sociedade que, de maneira autêntica, "reorganizasse" a produção sobre a base de uma associação livre e igualitária de produtores? A automatização da produção e a socialização dos bens vitais reduzirão cada vez mais o trabalho como necessidade exterior e proporcionarão, finalmente, plena liberdade ao indivíduo. Desse modo, liberto de toda responsabilidade econômica, de todas as suas dívidas e culpas com relação ao passado e ao seu próximo, o homem terá à sua disposição uma nova mais-valia incalculável em dinheiro, pois essa mais-valia não pode ser reduzida à medida do trabalho assalariado: o valor do jogo, da vida livremente construída. O exercício dessa criação lúdica é a garantia da liberdade de cada um e de todos no âmbito da única igualdade garantida com a não-exploração do homem pelo homem. A libertação do jogo é a sua autonomia criativa, que supera a velha divisão entre o trabalho imposto e o ócio passivo.

A Igreja queimou, em outras épocas, supostos bruxos para reprimir as tendências lúdicas primitivas conservadas nas festas populares. Na sociedade dominante de hoje, que produz em massa desconsolados pseudo-jogos de não-participação, uma atividade artística verdadeira é forçosamente classificada no campo da criminalidade. É semiclandestina. Aparece sob a forma de escândalo.

O que é isso, na verdade, a não ser a situação? Trata-se da realização de um jogo superior, mais exatamente, da provocação para jogar esse jogo que constitui a presença humana. Os jogadores revolucionários de todos os países podem unir-se à I.S. a fim de começar a sair da pré-história da vida cotidiana.

A partir de agora, propomos uma organização autônoma dos produtores da nova cultura, independente das organizações políticas e sindicais existentes no presente momento, pois nós negamos a capacidade de se organizar outra coisa a não ser o acondicionamento do existente.

O objetivo mais urgente que estabelecemos para para uma primeira campanha pública dessa organização quando ela sair de sua fase experimental inicial é a tomada da U.N.E.S.C.O. A burocratização unificada, em escala mundial, da arte e de toda a cultura é um fenômeno novo, que expressa o profundo parentesco entre os sistemas sociais coexistentes no mundo, que se baseiam na conservação eclética e na reprodução do passado. A resposta dos artistas revolucionários a essas novas condições deve ser um novo tipo de ação. Como a existência mesma dessa concentração direcionada da cultura, localizada num único edifício, favorece a sua confiscação por meio de um putsch; e como a instituição carece completamente de possibilidades de um uso que tenha sentido fora de nossa perspectiva subversiva, sentimo-nos justificados, diante dos nossos contemporâneos, para nos apoderarmos de um tal aparato. E o faremos. Estamos decididos a nos apoderar da U.N.E.S.C.O., ainda que seja por pouco tempo, já que estamos seguros de nela realizar, rapidamente, uma obra que permanecerá como a mais significativa, pelo fato de esclarecer um longo período de reivindicações.

Quais deverão ser principais características da nova cultura, principalmente em comparação com a arte antiga?

Contra o espetáculo, a cultura situacionista realizada introduz a participação total.

Contra a arte conservada, é uma organização do momento vivido diretamente.

Contra a arte fragmentária, será uma prática global que conterá, de uma só vez, todos os elementos utilizados. Tenderá naturalmente para uma produção coletiva e, sem dúvida, anônima (na medida em que, ao não armazenar as obras como mercadorias, dita cultura não estará dominada pela necessidade de deixar marcas). Suas experiências se propõem, no mínimo, a realizar uma revolução do comportamento e um urbanismo unitário dinâmico, susceptível de se estender para todo o planeta; e de se propagar, em seguida, para todos os planetas habitáveis.

Contra a arte unilateral, a cultura situacionista será uma arte do diálogo, da interação. Os artistas - como toda a cultura visível - chegaram a estar completamente separados da sociedade, assim como estão separados entre si pela concorrência. Porém, inclusive antes que o capitalismo ingressasse nesse pântano, a arte era essencialmente unilateral, sem resposta. Essa era encerrada em seu primitivismo será superada graças a uma comunicação completa.

Até que todo o mundo chegue a ser artista num plano superior, isto é, inseparavelmente produtor-consumidor de uma criação cultural total, assistiremos à dissolução rápida do critério linear de novidade. Quando todo o mundo for situacionista, por assim dizer, assistiremos a uma inflação multidimensional de tendências, de experiências, de "escolas" radicalmente diferentes, e isso não mais sucessivamente, mas sim, simultaneamente.

Inauguramos agora o que será, historicamente, o último dos ofícios. O papel de situacionista, de leigo-profissional, de anti-especialista, é, no entanto, uma especialização até o momento de abundância econômica e mental em que todo o mundo chegará a ser "artista", num sentido que os artistas não alcançaram: a construção de sua própria vida.

Aos que não nos comprenderam bem... dizemo-lhes com um irredutível desprezo: os situacionistas, de quem vocês acreditam ser juízes, os julgarão mais cedo ou mais tarde. Nós os esperamos na mudança de sentido que é a inevitável liquidação do mundo da escassez em todas as suas formas. São esses os nossos objetivos, e serão os futuros objetivos da humanidade.

17 de maio de 1960

18 de agosto de 2010

16 de agosto de 2010

MIséria 4


SIM!!!!



FINALMENTE SAIU MAIS UMA EDIÇÃO DA MISÉRIA!!!!




11 de agosto de 2010

Ocupação Contra a Chatice

Moçada, essa semana tá corrida porque tá rolando uma ocupação aqui na Unicamp, e eu tô batendo o cartão direto na comissão de comunicação e etcs...
Por isso, acompanhem notícias pelo blog da Miséria e tirem umas férias de sse blog por um tempinho...


miseriahq.blogspot.com

5 de agosto de 2010

3 de agosto de 2010

2 de agosto de 2010

Inverno



* Dedico esse desenho a minha futura esposa...

30 de julho de 2010

27 de julho de 2010

23 de julho de 2010

Batata´s Life

(Esse material foi distribuído gratuitamente como panfleto, tentando disseminar a´Miséria pelo Brasil)

22 de julho de 2010

21 de julho de 2010

20 de julho de 2010

Batata's Life

* Nico: foi modelo, atriz, cantora e compositora, queridinha de Andy Warhol, cantou com o Velvet Underground (o cd da banana), e fez carreira solo. Viciada em heroína, sabia o que era ser junk de verdade, e contrariar o esteriótipo da beleza que reinava no mundo das celebridades com suas atitudes controversas e debochadas.

15 de julho de 2010

13 de julho de 2010

12 de julho de 2010

Nova HQ



Nova HQ no Blog da Miséria, confiram comigo no replay:
miseriahq.blogspot.com

Trampos...


Desculpem-me o sumiço, tive alguns contratempos acadêmicos e de vida, mas fiquem sabendo que a produção não pára. Essa semana a Miséria número 4 será finalmente finalizada, então poderei retomar a minha nem sempre assídua dedicação ao blog, fora os trampos com a Miséria, estamos: eu, Flóqui e João; trampando em um roteiro malucão de um amigo nosso, o Dudu, para uma HQ, minha primeira participação vai aí em cima para vocês conferirem, também estão rolando trampos com ilustrações e etc... por isso a vida tá corrida, fora as brejas e pingas de sempre. Quando a Míseria 4 sair, estaremos aonde vocês menos esperarem, divulgando nosso trampo.

23 de junho de 2010


Tiras da Miséria


Coisas sem sentido como essa: tirasdamiseria.blogspot.com

20 de junho de 2010

a mais bela das canções

Semana

e ele dançou com baco durante toda a semana
ele riu
ele soube
e chorou,
desdisse a vida
e clamou os mil horrores
da morte,
ele se embreagou.

15 de junho de 2010

14 de junho de 2010

12 de junho de 2010

10 de junho de 2010

9 de junho de 2010

8 de junho de 2010

Palavras belas e sujas


O caos, signo regente de minha vida
acaso hora-espaço
não pode mais reger meu caminho
só a ordem
t-tl-tle-tlec-lec-ec-c
estou surdo-cego-e-burro
e posso sussurar palavras belas ou sujas
ao pé do seu ouvido

5 de junho de 2010

insone

já eram cinco da manhã quando percebi que não conseguiria dormir, resolvi acender um cigarro, a última bolacha do pacote, enquanto o galo da rua de trás da minha casa cantava ao receber os raios primevos do sol. chovia manso, mas agora só gotas esparsas batem em minha janela em estalos, posso ouvir algum canto de pássaro e o roncar de meu cachorro, ruídos que compartilham minha insônia. os pensamentos brotam, nada inventivo, não estou disposto a me levantar e pegar a caneta e a folha em branco para desenhar, como se isso fosse um esforço profissional que desejei para meu futuro, quero tragar o cigarro e soltar caracóis de fumaça sobre meus olhos observando seu desfazer-se antes de tocar o teto branco e poroso do quarto. não há ninguém aqui comigo para reclamar. imagino como seria se esse sol que agora renasce trouxesse um pouco de ordem a minha vida tão bagunçada. não cumprirei os prazos de minhas obrigações mais uma vez e com isso decepcionarei metade das pessoas que ainda têm um apresso pela minha pessoa e que comentarão em rodas fortuitas o meu comportamento um tanto quanto estranho ao longo desses últimos meses. infelizmente, amigos, as novas não são tão boas como desejamos. o misto de rotina e mudança é o paradoxo do caos, e esperar tanto de uma simples pessoa tão incrédula como eu nesses últimos tempos é tolice. ouço o barulho de uma buzina de trem ao longe, mas não sei se ainda passam trens por aqui. posso estar delirando, talvez fosse melhor fazer meio litro de café se meu intento for mesmo ficar acordado. não sei mais qual é meu intento. se tudo fosse fácil como nos manuais televisivos eu já estaria dormindo, acordaria cedo, arrumaria meu quarto e lavaria a louça suja a dias. compraria pão para o desjejum, compraria também flores para a primeira garota bonita que encontrasse na rua, ela se apaixonaria por mim, com o tempo eu me apaixonaria por ela, casaríamos e teríamos um casal de filhos bem sucedidos. mas esta insônia não me deixa dormir para levar a cabo planos tão superficialmente concretos. se eu fosse um músico criaria uma canção sobre isso e venderia seus direitos para a mais nova banda pop do momento, uma canção com arranjos de violino que traria um salto qualitativo indispensável aos novos hits das rádios, viraria música tema central do par romântico juvenil da novela das oito e com um gabarito assim eu poderia até escrever um livro de poemas a ser lançado pela maior editora do país, distribuído em todas as lojas de conveniência nos postos de gasolina de beira de estrada. mas passo longe de ser um bom músico já que mal decorei a escala de lá maior. um bocejo depois de horas, talvez a insônia esteja abrindo uma brecha, ou talvez seja apenas uma piada com minha mente. os olhos lacrimejam e me imagino chorando por pouca coisa, dores escondidas no íntimo do meu peito carregado de fumaça. acho que eu queria alguém sentado ao meu lado para compartilhar pensamentos, desejos, risos, ou qualquer outra coisa que viesse as nossas cabeças. ou então, apenas alguém para se deitar junto e que quando amanhecesse eu pudesse desejar um bom dia encostando meus lábios no lóbulo da orelha direita. a dois a cama é menor e facilita o sono. a dois passar a noite acordado pode ser delicioso. a chuva aperta seus pingos, dejeto das nuvens, começo a pensar em palavras sujas para me expressar, creio que é a falta de vocabulário trazida pela ineficiência de minhas leituras atuais. falta concentração. se o cigarro acabou e a luz já tinge de azul as formas molhadas nas ruas desertas, talvez tenha chegado a hora de cair nos braços de orfeu enquanto os sons dos pássaros não se tornam ensurdecedores. não vou apagar a luz do quarto. bom dia.

Sonho em Retrocesso

3 de junho de 2010

Na cama ao som de Kashmir




não há mais vontade de levantar da cama, e o sol que não pára por um simples mortal levanta e deita como se nada estivesse acontecendo no terceiro dos planetas de seu feudo. o frio da madrugada vira calor ao meio dia e às cinco da tarde uma brisa já faz a coberta voltar a altura dos ombros. finjo que fico meditando sobre a existência, mas essa na verdade é a desculpa que me acostumei a dar para aqueles que por ventura podem vir a se preocupar comigo. eu minto. penso em mamãe e papai sentados na frente da televisão em um fim de semana qualquer e lembro da época em que brincava com soldadinhos de plástico aos seus pés. agora fumo cigarros escondido no banheiro e confabulo minha próxima bebedeira. a madrugada é bela pois revela o lado mais escuro da lua. deixe-me te levar lá.

2 de junho de 2010

A Leitora de Lavoura Arcaica


(desculpem os erros de acentuaçao, estou num computador com teclado em javanes)

31 de maio de 2010

No Mico do Astromínio

Para quem não sabe, faço parte de uma banda de amigos aqui da Unicamp. Eis alguns vídeos de uma de nossas apresentações no ano passado, mais específicamente, na Festa do Bairro do Jardim América.

Espero que gostem...

"pra quem gosta e quem não gosta
ou então até desgosta
de um som que tem um tom
meio agressivo
progressivo remissivo e digressivo intromissivo
há uma banda que debanda e nunca anda nem socorre
e sim só corre ou discorre
suas músicas
próprias e impróprias
sobre tudo e sobretudo
sobre nada"






29 de maio de 2010

O Dia


A espera, a expectativa, olhos ambiciosos e ambivalentes cruzando a monotonia caótica do ir e vir dos passantes. Atente aos ruídos mais incertos, às piscadelas ansiosas, e aos trejeitos dos braços em volta das cinturas. Cuidado com aquilo que você conhece demais, desbravando outros mundos tive a sensação de ir a Marte, batalhar guerras sem vitórias, lutas que não findam, coisa sem retoque, como a maquiagem branca no rosto da branca de neve com lábios escarlates de sangue venal. Os vampiros estão à solta e comem corações derretidos com vodka barata. O sol amanheceu em dia nublado, e voltei para casa seguro e solitários chutando pedaços de concreto pelo caminho sem direção.

26 de maio de 2010

Dica


Para os dias em que nada dá certo.

25 de maio de 2010

O Cotidiano não pára

Os funcionários do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp estão em greve, o que faz com que meu acesso a scanner para postar desenhos aqui fique um pouco comprometido, mas a produção não pára e estou adiantando trampos para a Miséria número quatro dentre outras coisitas mais. Gostaria que os estudantes do IFCH também entrassem em greve, as lutas deveriam ser comuns às categorias menos privilegiadas da universidade, enquanto isso não acontece, vou bebendo por aí. Agora algumas dicas para que não se tenha a impressão de que eu não faço nada.

Filme: Z

Informações Técnicas
Título no Brasil: Z
Título Original: Z
País de Origem: Argélia / França Gênero: Suspense
Tempo de Duração: 120 minutos
Ano de Lançamento: 1969
Direção: Costa-Gavras



Uma ótima intriga político-policial, regados com um humor cínico e cenas bélissimas. Denuncia a corrupção de um governo fascista, e coloca em cheque a necessidade de sobrevivência daqueles que vivem à margem e por isso podem ser facilmente corronpíveis.

Livro: A Queda - Albert Camus


Uma das melhores narrativas que li, um monólogo que é dialogo e que revela o tormento de um homem solitário, que ama, trabalha, tem desilusões e sofrimentos. Livro rápido e inesquecível.

Gibi: Seis Mãos Bobas (Glauco, Laerte e Angeli)



Essa reunião dos trabalhos feitos em parceria pelos talentos destes três autores é muito divertido, principalmente pelas notas explicativas que estão no final do livro. Vale a pena demais!

Música: No Opportunity Necessary, No Experience Needed - YES

O rock em sua melhor forma...

16 de maio de 2010

olhando o espelho do banheiro


confuso em meio ao labirinto do tempo
olho para trás e surpreso deparo-me
com a figura sentenciosa de eu mesmo
refletido fielmente por um espelho

o veredicto é claro
a areia da ampulheta talha os instantes
anunciados na lápide futura
é a atenciosa artesã
da vida em infinita degradação

observo meu corpo
apalpo o rosto banhado em suor
os fios da barba no queixo e no pescoço
empapam-se e liquefazem
logo torno-me imberbe
um momento depois obtenho longos cabelos
que oleosos refletem a luz
dos trezentos e tantos dias de sol
que me acordam pela manhã

um estrondo de trovão me acordará amanhã
e ventará tanto que as folhas
do álbum de memória voarão feito pombas
aves do espírito-santo
e rebentarão no incerto rochedo
nomeado por algum poeta ancestral
de futuro

não reconheço os olhos infantes à minha frente
enquanto me assusto com o negro fio
de pêlo que desce liso
de minha narina direita
único ente de minha sanidade
fragmento puro da obscenidade

agarro-me a pinça sobre a pia branca
e num movimento isento de delicadeza
arranco o pêlo e arranho
a ponta do nariz cheio de cravos
que sangram melodias odiosas
viscoso líquido invade meus secos lábios
e o gosto agridoce misturado à saliva
me evade em vômito
tufos de cabelos em meus pés
a cabeça agora raspada
beiços inchados de tapas amorosos
minha imagem refrata
em desarmonia de destinos pares

trancado no banheiro
sem perspectivas de sair
sento no vazo gelado da privada
e ponho-me a pensar e cagar
o espelho quebra em pedaços cortantes
que na semana que vem terei que ajoelhar
meu cérebro flamejante tilinta
escorrendo pelo nariz
e formando odiosa poça cor massa-cinzenta
no piso mármore falso
pego o rolo de papel higiênico
limpo o cu e a mente

13 de maio de 2010

10 de maio de 2010

Traços


E de repente fluiu dentro do peito, junto de uma vontade incontrolável de gritar, um sentido nunca antes experimentado de liberdade. E vi que tudo o que viera antes era falso e passageiro, e antes que a angústia que o fim daquele instante viesse provocar, agarrei-me à vontade e larguei tudo. Meu nome e minha cidade, meus amores e inimizades. Livre.

8 de maio de 2010

5 de maio de 2010

A mulher deitada

A mulher ia ali deitada enquanto fumava meu último cigarro, seu corpo não era perfeito e proporcional e sua pele branca demais. Sonhei com essa mulher inexistente essa noite, e acordei com sono e sem cigarros.

4 de maio de 2010