28 de junho de 2012
27 de junho de 2012
Homem em pé com cara de bravo ao levantar o braço direito
Veja bem o que é a arte. Essa obra “Homem em pé com cara de
bravo
ao levantar o braço direito” do cartunista e vendedor de fanzines,
Batata
Sem Umbigo. Veja como a obra expressiva demarca a essência
mais pura do que
hoje é conhecido como “ódio e resignismo”, vanguarda
surgida em meados de 2007
sob a caneta do cartunista e também vendedor
de fanzines, João da Silva,
atualmente desaparecido. As cores pintadas de
maneira minimalista em tons
quentes chegam até a vislumbrar uma nova
interpretação da Paixão de Cristo. Um gênio.
O artista tem crises com sua
obra. O artista tem tempo pra ter crises com sua
obra. O artista tem tempo
ocioso pra ter crises pra ficar ocioso pra pensar pra
repensar pra entrar e
sair de crises e com cada crise uma nova obra. O artista
só faz arte. Alguém
planta pra ele comer, costura pra ele vestir, dirige pra
ele se locomover,
assenta tijolos pra ele morar enquanto ele só faz arte. O
artista é um parasita.
Esta sempre atrelado a classe dos dirigentes. Aos
gerentes de hoje – se o artista
for da ordem – aos gerentes ou pretensos
gerentes de amanhã – se o artista for
contra a ordem. O artista não vale a
merda que caga.
14 de junho de 2012
Dois quadrinhos...
Dois quadrinhos fodidos...
o primeiro do Gus Morais.
o segundo do Ricardo Coimbra. (clique AQUI para visualizar melhor)
Há braços.

o primeiro do Gus Morais.
o segundo do Ricardo Coimbra. (clique AQUI para visualizar melhor)
Há braços.

13 de junho de 2012
11 de junho de 2012
A respeito da Miséria do Meio Estudantil no presente apoteótico em que vivemos
(Aviso preliminar: esse texto não é coerente,
tem a pretensão das crianças que querem voar, e talvez você não sinta nenhuma
vontade de seguir lendo, faz bem então, desejo-te um bom resto de vida)
Como podemos ser tão burros? Não percebemos
que o monstro ao fim venceu, comeu nossas carnes e ainda rói os ossos de nossa
existência. O estudante é nos dias de hoje o ser mais miserável do mundo,
parafraseio e modifico a famosa frase que em 68 assaltou muros e rascunhos de
uma Europa como sempre velha. Está tudo lá na brochura espalhada aos milhares.
O estudante é mesquinho e o maior contribuinte da manutenção da ordem
estabelecida. Ele é aquele que alavanca a indústria cultural em seu âmago,
aquele que mais bem sabe lidar com a aparência e a separação. Aquilo mais
coerente com a realidade realmente invertida.
Ora, quem sou eu para dizer tamanhos
disparates? Não sei e convenhamos que isso não interessa muito. Estudamos muito,
e galgamos nosso lugar na sociedade todo dia, nos sentimos o eixo da roda da
vida, mas dela não somos nem o parafuso fora de lugar. Temos o direito e o
dever de nos revoltarmos, somos jovens e inexperientes nas coisas sérias da
vida cotidiana. Nossos problemas são muito poucos e muito menores. Agimos
violentamente, e somos amparados por nossa idade e por nossos ancestrais
mortos. A mão afaga de leve os cabelos longos, talvez seja carinho, talvez seja
apenas um agrado para que o cão amanhã volte a latir.
Temos ainda a capacidade de ler, ler bem e
orar às massas inertes da sociedade produtora de bens materiais descartáveis,
na qual faremos parte apenas por algum desvio de conduta casual. E como
gostamos de falar muito, temos certeza da guerra que travamos contra a
alienação. Mas o mar de tão traiçoeiro, não avisa quando seu fundo dobra a
profundidade, afogamo-nos em palavras sem sentido, discutindo a idiotice dos
termos corretos das palavras-chave da emancipação humana.
Mas os problemas são os mesmos. Existem
aqueles que trabalham, e muito, para que o mundo abstrato em que vivemos nos
garantam a abundância desejada da fila dos supermercados. E temos acesso fácil
ao crédito e débito da vida, somos jovens e temos potencial. Potencial
revolucionário também, para passarmos um curto-longo período nos reivindicando
o direito de ser o umbigo do mundo, para depois casar, ter filhos, cachorro e
empregada doméstica. Mas isso não é absurdo, nem ao menos contraditório. Sempre
foi assim, miserável.
É claro que alguns morrem no meio do caminho.
Morrem de tiro de revolver matado, de overdose, de colesterol, de dias ruins de
soldados da ordem sem paciência. Morrem no vigor de suas idades, suas mães
choram, seus amigos choram, a vida segue com um novo mártir. Esquecemos apenas
aqueles que morrem todo dia de cansaço, de velhice, de tempo de trabalho, isso
é natural demais.
Discutimos e fazemos amor como antigamente,
mas nos damos o direito, ou o dever (?) de fazer do amor e do sexo algo digno
de luta diária, embates polêmicos, e com o passar dos anos, voltamos a olhar
para trás, espelhados em nossos filhos o que estava certo e errado, tecendo
comentários muito semelhantes ao dos nossos pais. Fornicação rebelde. Amor
livre. Quando isso foi inventado mesmo?
Gostamos também de ser ecologicamente
corretos, a vida das plantas e dos animais, pela pureza das águas e do ar que
insistimos em respirar. Pela morte sem dor das ovelhas de cristo, que morram
com injeções de prazer, e que sejam ensacadas à vácuo e de maneira orgânica nas
prateleiras. Alguma vez passamos fome ou sede? Aquela fome de verdade, de matar
boi, galinha, porco e gente? Contentamo-nos apenas em dar aquele trocado dos
cigarros para o invisível da rua de baixo.
Temos o vigor lisérgico de tornar político as
nossas necessidades básicas de sobrevivência: as drogas. Gostamos de usufruir
conscientemente de tudo, e esse não é o problema central, afinal de contas,
tudo que respira é politicamente vida. Inspira e expira. Mas estamos tão
preocupados em combater aquilo que nos reprime nos momentos de ócio produtivo
aditivado, que esquecemos completamente de combater a realidade concreta que é
mais perniciosa que qualquer droga.
Para ser sincero, o que afinal de contas
queremos de nossas vidas? Viver uma história começo-meio-fim, reprodução
material e intelectual, diversão em ocasiões especiais e específicas, e sempre
trabalho-trabalho-trabalho e para ganhar um dinheirinho pro último artigo da
moda, mais um pouquinho de trabalho?
Não vamos mudar o mundo, somos apenas, e só
isso, mercadorias que pensam. Estamos em um circo cada vez mais bem monitorado,
e aprendemos cada vez mais rápido todos os conselhos de como seguir as regras
de etiqueta de qualquer moda que possa aparecer. Não criamos e nem inventamos
nada de novo faz tempo. Como crianças choronas, brigamos por motivos idiotas, e
voltamos para o colo de qualquer mamãe quando nos é necessário.
Vamos continuar fazendo as mesmas coisas, e
de novo e de novo e de novo. Será que já não chega de hipocrisia? Continuaremos
a dar ouvidos aos lobos em pele de cordeiros que estão por ai, querendo nos
filmar, gravar, ensinar, engolir, e depois trocar e pôr outros no lugar?
Respostas não há, e nunca haverá. A vida só é
vivida quando sentimos na pele a necessidade insuportável de por um balaço na
própria cabeça. Mas dai paramos, seguir igual, na mesma vidinha de merda é como
ter morrido. Então talvez, enlouquecer e quebrar tudo ao seu redor seja um bom
começo.
Sem ressentimentos...
4 de junho de 2012
Batata Sem Umbigo #05 nas paradas e quebradas...
Com grande orgulho anuncio o lançamento do quinto zine desse cartunista medíocre
que sou eu... quem quiser adquirí-lo em versão PDF, mande-me um e-mail, como
sempre, para ter sua versão impressa e quem sabe autografada, tem que me
encontrar em alguma bodega suja dessas cidades por ai...
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