19 de abril de 2011

6 de abril de 2011

Técnicas Infalíveis de Iludir Patrões


Treinando Caricatura

Fiz essa caricatura de um amigo meu (não vou dizer quem é, mas se a caricatura for boa, alguém pode reconhecer) para treinar um pouco. Espero que gostem, quem quiser que eu faça caricaturas, juro que cobro barato... hehehehe.

29 de março de 2011

Teses sobre o Amor por Said Leoni

Conheci Said Leoni na minha adolescência em Ribeirão Preto e com ele travei grande e profunda amizade, fomos durante dois anos como unha e carne época em que me apresentou aquilo que ele chamava de poesia e que até então tinha como canône dessa arte. Quando vim morar em Campinas permanecemos com uma amizade forte mesmo com a distância, mas isso foi se perdendo ao passo que eu estudava cada vez mais, e tentava criar teorias racionais para tudo, comecei a ler poesias de outros, a ler sobre poesia, amor, trabalho, arte... a vida em geral, e talvez som isso, comecei a afastar-me cada vez mais desse amigo, de suas crenças e de seu estilo de vida. Said Leoni me escreveu a pouco tempo, em sua carta havia apenas as teses apresentadas abaixo, "Teses sobre o Amor", senti saudade deste amigo e reparei como fui um grande tolo ao me afastar dele por causa de coisas tão sem cabimento. Considero suas teses como a coisa mais linda que li nos últimos tempos, e gostaria de agradecer-lhe por ter lembrado de mim.

Teses sobre o Amor

1. o amor está em todo lugar, mas isso não é simplesmente explicado por uma condição dísica, metafísica ou então de maneira subconciente; o amor não é algo que possa ser explicado como uma ciência, crença ou religião, nem ao menos como algo explicável ou inexplicável, o amor é e está, ele é o "to be" das coisas do mundo, e não que essa explessão seja apenas dádiva da língua inglesa, o amor pode estar em outras línguas, dialetos, gestos inclassificáveis, um bom exemplo é o "querer estar" da palavra saudade em português brasileiro que é uma bela forma de representar o amor. O fato de o amor ser assim pode, por tanto, desconsiderar tudo aquilo que vai ser dito adiante, mas este não se faz necessariamente conflitante ou paradoxal o seu próprio intento.


2. o amor para ser amor tem que ser sincero, e é essa sinceridade intrínceca que faz do amor ser amor; justificando o amor para com pessoas e coisas, o amor à uma árvore, o amor a um animal de estimação, o amor por uma pedra ou um objeto de estima é tão amor como o amor por um outro ser vivo da mesma espécie, acontece que o mundo a nossa volta transforma o amor em coisas cambiáveis, mercadorias da sociedade, modismos e relações de posses irreais, assim o amor à uma árvore, a um animal de estimação, à uma pedra, a um objeto de estima ou a um outro ser vivo da mesma espécie se transformem em fetiches, pois não são sinceros.


3. o amor é difícil, pois amar exige estar fora de si mesmo, perder todo o egoísmo e a auta-estima, perceber que no mundo não existem só as vontades próprias e que o conflito entre duas vontades não se transformam sempre em ganhos qualitativos ou quantitativos, não são competição, são conjuntos indivisíveis que formam um todo, mas isso não pode cair na grande falácia de criar cópias de si paralelas, isso é uma saída condizente com a fuga que o mundo contemporâneo prporciona, e se isso fosse verdadeiro não seria sincero, não seria amor, e o amor por isso é das "coisas do mundo" a mais difícil.


4. o amor é reticências, pois se isso não fosse a proópria existência dos seres ditos humanos não permaneceria.


(Said Leoni, em algum dia de março de 2011)

16 de março de 2011

14 de março de 2011

4 de março de 2011

Fanzine Batata Sem Umbigo


O João da Silva que tá lá em Salvador, pediu pra que eu seleciona-se um material para ele fazer um fanzine com alguns trabalhos meus, essa será a capa do projeto, e espero que ele fique mesmo podre de rico vendendo esse monte de papel.

23 de fevereiro de 2011

IFCHSTOCK 5

Eis os desenhos que fiz para o IFCHSTOCK 5 que ocorreria no ano passado aqui na Unicamp, meus desenhos não foram aprovados para as camisetas, e infelizmente o evento acabou não acontecendo, como pode-se ver aqui. Espero que este ano a moçada consiga contra-atacar essa porra de reitoria de merda!

18 de fevereiro de 2011

Homem-Aranha

Esse desenho fica registrado para todos saberem que se não fosse esse cara aí de cima, eu não faria quadrinhos hoje...

16 de fevereiro de 2011

Malvados, Miséria e Moradia...


(Tirinha de André Dahmer, para ver mais entre aqui.)

11 de fevereiro de 2011

8 de fevereiro de 2011

7 de fevereiro de 2011

Leituras - parte 3


Black Hole de Chales Burns não é fácil. Essa HQ fala de muitas coisas e na aparência pode ficar apenas uma simples metáfora sobre a AIDS nos anos 70... Mas Black Hole na realidade não fala disso... fala do que é ser jovem, fala do labirinto de uma geração, que apesar do estigma de liberdade, apodrecia no conflito mais íntimo entre a tradição e a liberação. Burns extrapola em metáforas sensíveis, a história aparenta se passar na década de 70, mas dialoga a todo instante com a geração grunge das letras melancólicas de Kurt Cobain, seu gibi é a versão em quadrinhos de Rape Me do Nirvana. Black Hole fala de sexo, família, drogas, música, isolamento e violência, tudo magistralmente desenhado em um traço preciso, carregado de sombra nos momentos de tenção, com traços limpos nos momentos de alegria. A narrativa flui entre devaneios, lembranças, alucinações, construindo um roteiro que não deixa a história em nenhum momento cansativa. Um suspense bem escrito, um terror bem desenhado. HQ para inúmeras leituras e muitas descobertas.







2 de fevereiro de 2011

31 de janeiro de 2011

30 de janeiro de 2011

Onde estarà João da Silva?

O João da Silva foi pro Rio, e o que anda fazendo por la é mistério, mas encontrei esse video dele no youtube, agora sob a alcunha de, João Divino (?)...

Oooooo Saudade!!!!


27 de janeiro de 2011

Dica: Shaila



Desde el plan de un nuevo A.L.C.A. u otra A.L.C (se extendió!)
Hasta otro Irak o un nuevo Afganistán (se instaló!)
El logaritmo, el viejo leviatán (el rector!)

Calcula el precio de tu libertad, en la ecuación
Sangre y petróleo sobre embargos más presión
Multiplicándose en el crédito y controlSobre otro títere en otra región

Y en nuestra inopia se construye el plan (ese plan!)
Que crea el miedo y la exclusión social (y el rencor!)
Concentran capitales sin control (sin control!)

Colapso financiero y chau región, en la ecuación
Sangre y petróleo sobre embargos más presión
Multiplicándose en el crédito y controlSobre otro títere en otra región

Otra ecuaciónGritan en los diarios, en la tele, en las radios
Como un error de cálculo voló el patio de atrás
Probando su guerra, masticando su violencia
La omisión calificada que el cinismo llamó paz

Dilma - Do Caos à Lama

Charge para o Jornal Atenção.

24 de janeiro de 2011

Manual do Paraquedista 2009







Essa HQ foi distribuida gratuitamente na calourada do IFCH (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas) em 2009. Usei como mote o tema da calourada, que era os 40 anos de Wood-Stock, e usei os pesonagens do Angeli em um passeio pela Unicamp, com direito ao Cantineiro e muito mais. Interessante notar como muita coisa mudou daqueles tempos pra cá, e pra pior... a cantina do IMEC não existe mais, as coisas estão cada vez mais caras, e o desejo de ocupação dos espaços pelos estudantes fica cada vez mais raro... parece que a galera não entendeu bem o recado.

21 de janeiro de 2011

Passa Palavra

Veja um quadrinho novo aqui.

18 de janeiro de 2011

O Cantineiro







Essa HQ foi produzida em 2008, na época eu fazia parte do grupo de estudantes nada organizados que publicavam um jornalzinho nas dependências do IFCH (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp), e morava com o João da Silva, criador do Vantuir - Ódio e Resignação, que também publicava no jornalzinho... nessa época a Revista Miséria estava longe de existir... e era com grande humor que tocavamos o jornalzinho... mas que porra de jornalzinho era esse!!!? Ora, O Cantineiro!!! Alegria das massas pseudo-intelectuais do IFCH... A personagem que ilustra a histórinha acima é uma homenagem àqueles que vivem na cantina, a base de café, pão-de-queijo e cigarros... a estética é baseada no grande amigo Luisão, "o gran cantineiro", e para quem quiser conferir mais sobre essa parte da vida as vezes monótona da Unicamp, confira em ocantineiro.blogspot.com um pouco das nossas idéias absurdas.

17 de janeiro de 2011

14 de janeiro de 2011

13 de janeiro de 2011

A Vida é Bela


Leituras - parte 2


Eu já tinha muito ouvido falar sobre esse gibi, que de muito tem em comum com o nome desse blog... acontece que Umbigo Sem Fundo do americado Dash Shaw é fantástico, e confesso que li de uma vez, em uma madrugada inteira, e que me fez perder a hora no dia seguinte...
Não vou entrar aqui no mérito da história, pois essas estão espalhadas aos montes por ai, histórias que comovem, histórias que fazem rir, histórias tristes, histórias de superação... essas histórias são o combustível que faz funcionar a indústria cultural... o cinema, as novelas, os seriados, os programas sensacionalistas... ou seja, histórias como as retratas em Umbigo Sem Fundo podem aparecer em qualquer veículo midiático e alcançar certo sucesso...
Ai que entra a mente estremamente detalhista e sensível de Shaw para fazer dessa história digna de ser lida... para quem conhece a linguagem das histórias em quadrinhos, logo pode notar a inventividade desse escritor e desenhista, a maneira como ele usa os enquadramentos e as onomatopéias (aqueles lances que representam sons na escrita), os lapsos temporais, a condução dos momentos dramáticos, e a condução dos momentos dinâmicos, tudo isso é muito bem criado e trabalhado, recheado por traços leves, que não incomodam, traços que parecem os de manuais de escola. Vejam essa linda sequência que segue:
Mas o ponto positivo da obra não está apenas em sua história ou em sua narrativa, a sutileza maior dessa obra é como o autor associa de maneira inteligente sua crítica a própria indústria cultural, que cerca as pessoas e que as diz a elas como agir... está presente na obra o cinema e a vida dos famosos, sendo suas condutas ao mesmo tempo, espelhos da realidade, mas também referencial de vida das pessoas normais, protagonistas da vida real... assim, o estudante de cinema, Peter, propositadamente representado como um homem-sapo, não consegue ter sucesso com seus curtas metragem pois estes são condizentes com aquilo que ele vive, seu isolamento que em sua obra se transforma na necessidade do par romântico que nunca vai dar certo, e que na vida real se mostra, hora diferente do que é sugerido pela tela, hora condizente com este espetáculo.
Umbigo Sem Fundo é para ser lido varias vezes, pelos detalhes e pela sutileza da crítica, que mostra que o quadrinho underground norte-americano continua com fôlego.


11 de janeiro de 2011

Cobrador



(Quadrinho publicado na revista Miséria #4)

10 de janeiro de 2011

5 de janeiro de 2011

Ocupação do MST em Serrana (divulguem)

A REFORMA AGRÁRIA PARALISADA

Existem atualmente no estado de São Paulo, cerca de 2.000 famílias acampadas, vivendo em áreas provisórias como beiras de estradas, áreas cedidas ou improvisadas.

São famílias que vivem em barracas de lona e enfrentam todo tipo de dificuldade. Entraram na luta do MST por necessitarem de TRABALHO, COMIDA e MORADIA. Lutam para serem assentadas e viverem em uma comunidade com escola, ambulatório de saúde, agroindústria, área de lazer, biblioteca etc.

No processo de luta, passaram a entender que a terra no Brasil está concentrada nas mãos do agronegócio e dos latifundiários. E que isso integra um modelo agrícola que mata pessoas de tanto trabalhar nos canaviais, que envenena os alimentos tornando o nosso país o principal consumidor de agrotóxicos do mundo, que destrói as áreas de reservas legais e áreas de preservação permanente.

Além disso, as famílias sem terra compreenderam que a riqueza ostentada pelo agronegócio é baseada na sonegação de impostos e na transferência direta de recursos públicos.

A Reforma Agrária no nosso país está paralisada. Existem famílias que estão acampadas há cerca de 8 anos. Fazer a Reforma Agrária no Brasil não é somente resolver o problema social das famílias sem terra, mas também significa uma mudança no atual modelo de desenvolvimento do campo, que é insustentável ambientalmente e dependente do ponto de vista econômico.

FAMÍLIAS SEM TERRA EM MOVIMENTO

Estamos abrindo o ano com uma jornada de ocupações de terra. Na madrugada do dia 05 de janeiro de 2011, cerca de 250 integrantes do MST ocuparam a Fazenda Martinópolis, que pertence à Usina Nova União, situada no município de Serrana, estado de São Paulo.

Participaram da ocupação, famílias sem terra da região da Grande São Paulo, Vale do Paraíba, Campinas e Ribeirão Preto. Além de amigos e amigas do MST de diversas regiões. A ação pretende chamar a atenção para nossa pauta de reivindicação estadual e pressionar para a arrecadação da área, afim de que ela seja destinada para o assentamento das famílias do Acampamento Alexandra Kollontai, que existe desde 22 de maio de 2008.

HISTÓRICO DO ACAMPAMENTO ALEXANDRA KOLLONTAI

ü 22 de maio de 2008: início do acampamento com a ocupação da Fazenda Bocaina, município de Serra Azul.

ü Junho de 2008 a junho de 2009: realizamos quatro ocupações de terra na Fazenda Martinópolis, que pertence à Usina Nova União; em todas as ocupações sofremos reintegrações de posse com a presença ostensiva da Polícia Militar do estado de São Paulo. Permanecemos na área em cada ocupação, no máximo 20 dias.

ü Realizamos diversas mobilizações junto à Procuradoria do Estado de São Paulo, no município de Ribeirão Preto;

ü Violência e criminalização: desde o período da primeira ocupação, começou a funcionar na Fazenda e na Usina um esquema de segurança com uma empresa de segurança privada, armada. Na última ocupação que realizamos na área, dois carros com seguranças armados se aproximaram do acampamento, exibindo duas armas e depois voltaram à noite e atiraram contra as famílias. Felizmente ninguém se feriu, mas essa situação demonstra a verdadeira face do agronegócio, que em sua dita capital, usa métodos de pistolagem. A usina também tem atacado os integrantes do MST, movendo processos para criminalizar a luta pela terra.

A VERDADEIRA FACE DA USINA NOVA UNIÃO

Esta Usina tem uma dívida de cerca de 300 milhões de Reais devido à sonegação de ICMS. Além de processos trabalhistas e multas ambientais.

Até hoje, a Usina ainda não pagou os salários e os direitos trabalhistas de 2010, de seus 600 funcionários. Houve duas audiências no Ministério do Trabalho (ver anexo), que resultaram no pagamento parcial dos trabalhadores, mas o problema total não foi resolvido. Em uma das audiências, a Usina chegou a dizer que iria avaliar se continuaria existindo como usina produtora de álcool e açúcar.

A Fazenda Martinópolis pertence à Usina Nova União. Ela chegou a ser arrematada em leilão pelo Governo do Estado por adjudicação fiscal durante o período de 1991 a 2002, conforme o processo 7863/86. Neste período o Governo não destinou a área para Reforma Agrária, o que contraria a legislação brasileira. Portanto a área esteve nas mãos do Governo do Estado como parte do pagamento de dívidas de sonegação de impostos, que não executou nenhum projeto para o benefício da população e até hoje esta dívida com o povo brasileiro não foi paga.



REIVINDICAMOS

Que a Usina pague imediatamente os salários dos trabalhadores, bem como seus direitos trabalhistas.

Que o Governo do Estado arremate a Fazenda Martinópolis e que tanto o Governo Estadual como o Governo Federal se comprometam em destiná-la para a Reforma Agrária e o assentamento das famílias do Acampamento Alexandra Kollontai.

Que o INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), ligado ao Governo Federal e o ITESP (Instituto de Terras do Estado de São Paulo), ligado ao Governo Estadual, se comprometam na agilidade da pauta estadual do MST. A seguir segue a situação das famílias acampadas, que participam desta mobilização:

Vale do Paraíba

ü Acampamento Luiz Carlos Prestes – município de Taubaté, 30 famílias acampadas há 4 anos e meio. Área desapropriada, falta a Justiça conceder a imissão de posse;

ü Acampamento Beto e Jurandir – município de Jacareí, 20 famílias acampadas há 2 anos. Falta desapropriar fazendas vistoriadas na região.

Campinas

ü Acampamento Roseli Nunes – município de Americana, 50 famílias acampadas há 2 anos. Falta desapropriação de áreas vistoriadas;

ü Acampamento Elizabete Teixeira – município de Limeira, 150 famílias. Liberação das pendências jurídicas para efetivação do assentamento.

Grande São Paulo

ü Acampamento Irmã Alberta – município de São Paulo, 40 famílias acampadas há 8 anos e meio. Pendência: regularização do assentamento;

ü Acampamento Dom Pedro Casaldáliga – município de Cajamar, 35 famílias acampadas há 8 anos. Falta liberação integral da área.

Ribeirão Preto

ü Pré-assentamento Cida Segura – município de Orlândia, 60 famílias. Falta a arrecadação total das áreas para o assentamento de todas as famílias e início imediato da implantação do projeto de assentamento. No dia 22 de dezembro de 2010, houve a ocupação de uma destas áreas e até o momento não recebemos nenhum pedido de reintegração de posse e permanecemos na luta;

ü Acampamento Alexandra Kollontai – município de Serrana, 60 famílias acampadas desde 22 de maio de 2008. Arrecadação da área para assentamento.

Contatos: Guê (16) 8162 8079 e Ari (19) 8219 6715.

Local do Acampamento: Rodovia Abraão Assed, Usina Nova União à direita (sentido Cajuru), próximo ao Assentamento Sepé Tiarajú, municípios de Serrana e Serra Azul – SP.